Líder da oposição do Zimbábue nega negociações para renúncia de Mugabe

Harare, 1 abr (EFE).- O líder da oposição zimbabuano, Morgan Tsvangirai, negou hoje que seu grupo político esteja negociando com o partido governante a renúncia do presidente Robert Mugabe.

EFE |

"Não nos guiemos por conjeturas; não há discussões (com o partido governante), e vamos esperar os resultados da Comissão Eleitoral", afirmou Tsvangirai, presidente do Movimento para a Mudança Democrática (MDC).

A aparição pública de Tsvangirai esta noite foi a primeira após as eleições do último sábado. Desde então, o partido esteve representado quase exclusivamente por seu secretário-geral, Tedai Biti.

Tsvangirai fez referência a versões divulgadas hoje por meios de comunicação que noticiaram que o MDC estaria negociando com o governante União Nacional Africana do Zimbábue - Frente Patriótica (Zanu-PF) a renúncia de Mugabe, que está no poder desde 1980.

Essas supostas negociações são levadas a cabo no terceiro dia de espera pelos resultados das eleições presidenciais do último sábado.

As autoridades eleitorais não deram ainda nem um único dado sobre essa votação, mas proporcionaram resultados parciais das eleições parlamentares, que foram realizadas simultaneamente.

Em seu comparecimento perante os jornalistas, Tsvangirai disse estar pronto para esperar que a Comissão Eleitoral proclame os resultados finais das eleições presidenciais.

Ele antecipou, no entanto, que seu partido divulgará amanhã os resultados de sua própria apuração, feita a partir dos dados recolhidos nos próprios centros de votação.

Ao contrário de outros líderes do país, Tsvangirai não quis proclamar-se vencedor das eleições do sábado passado.

"No dia das eleições, o Zimbábue votou para a mudança. A partir de agora, o país não será o mesmo", se limitou a dizer.

"Foi um voto para a mudança, para um novo começo", insistiu Tsvangirai, reiterando o lema da campanha política do MDC.

O Governo também negou o rumor de que estaria negociando com a oposição a renúncia de Mugabe.

"Tudo depende dos resultados eleitorais", disse à cadeia britânica "BBC" o vice-ministro de Informação do país, Brigh Matonga.

Fontes políticas do partido governante e do MDC disseram à Efe que, nas últimas horas, foram realizadas várias reuniões, com o objetivo de analisar os próximos passos perante a ausência de dados da apuração da eleição presidencial. EFE sk/gs

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