Líder da oposição do Zimbábue é detido ao tentar viajar para Johanesburgo

Harare, 14 ago (EFE).- O líder da oposição no Zimbábue Morgan Tsvangirai foi detido pela Polícia no Aeroporto de Harare, onde teve o passaporte apreendido quando pretendia viajar para Johanesburgo, informou um porta-voz de seu partido, o Movimento por Mudança Democrática (MDC).

EFE |

Ao tentar embarcar no avião que o levaria para Johanesburgo, Tsvangirai, que estava acompanhado de outros dois membros do MDC, foi retido juntamente com seus acompanhantes, que também não tiveram seus documentos devolvidos mesmo tendo sido liberados pouco depois.

Os três faziam parte de uma delegação do MDC que foi convidada para participar da cúpula da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, em inglês), que será realizada neste final de semana em Johanesburgo e onde o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, assumirá a Presidência do bloco.

Mbeki foi encarregado pela SADC da mediação entre o Executivo zimbabuano e a oposição para facilitar um acordo para formar um Governo de união nacional no Zimbábue que permita o país sair da crise política e econômica que padece.

O presidente sul-africano esteve em Harare desde sábado até ontem trabalhando como mediador nas conversas entre o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, líder do partido governista, União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), e Tsvangirai, que lidera o MDC.

As conversas foram suspensas na terça-feira, segundo Mbeki, para dar tempo a Tsvangirai para pensar sobre os desacordos que persistem para a formação do Governo, mas todas as partes deixaram claro que a negociação não foi rompida, apenas adiada.

Também participa das negociações Arthur Mutambara, líder de uma facção minoritária do MDC, que manteve uma maior aproximação de Mugabe do que Tsvangirai, mas que frisou que seu grupo não assinou nenhum acordo com o Governo.

Mugabe foi derrotado por Tsvangirai no primeiro turno das eleições presidenciais realizadas em 29 de março, mas o candidato do MDC não obteve mais de 50% dos votos necessários para ser eleito para Chefia de Estado.

Tsvangirai retirou sua candidatura do segundo turno devido aos ataques contra seus seguidores por parte de milícias leais a Mugabe, que recebeu mais de 80% dos votos em 27 de junho.

A comunidade internacional não reconheceu este resultado, e a União Africana (UA) pressionou Mugabe para que ele mantivesse conversas com vistas a um Governo de união, enquanto a União Européia (UE) e os Estados Unidos impuseram fortes sanções ao regime do presidente do Zimbábue. EFE sk/wr/fal

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