Líder da oposição decide boicotar eleições na Mauritânia

Nuakchott, 1 abr (EFE).- O líder da oposição parlamentar na Mauritânia, Ahmed Ould Dadah, anunciou hoje que decidiu boicotar as próximas eleições presidenciais, fixadas pela Junta Militar que governa o país para o dia 6 de junho.

EFE |

Em um ato popular organizado por seu partido, o Reagrupamento de Forças Democráticas (RFD), Ould Dadah ressaltou que não concorrerá ao pleito, que também não foi respaldado pela Frente Nacional para a Defesa da Democracia (FNDD).

"O que aconteceu em 6 de agosto não foi mais que um golpe de Estado militar contra a legalidade do país", afirmou o dirigente no encontro, ao qual também compareceu o presidente da Assembleia Nacional (Câmara Baixa) mauritana, Messaoud Ould Boulkheir.

Na terça-feira, ele mesmo ameaçou impedir o desenvolvimento das eleições presidenciais, destacando sua vontade de não aceitar "a política de fato consumado" e de tentar paralisar o pleito, "sejam quais forem as consequências" disso.

Ould Dadah acrescentou que as leis internacionais proíbem o chefe da Junta, o general Mohammed Ould Abdelaziz, de concorrer ao pleito, para o que terá que se candidatar até 22 de abril.

Além disso, estimulou os militantes da FNDD a romperem o veto imposto pelos militares em relação aos protestos da coalizão contrária ao golpe, e que participem da manifestação que o grupo organizou para esta quinta-feira na capital. EFE mo/db

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