Londres, 16 ago (EFE).- O líder da oposição britânica, David Cameron, viaja hoje para a capital georgiana para expressar sua solidariedade com esse país em seu conflito armado com Moscou.

Segundo explicou uma porta-voz do Partido Conservador, Cameron, que condenou energicamente a incursão militar russa, se reunirá com os dirigentes políticos georgianos.

Desde o começo das operações russas no país do Cáucaso, o político britânico pediu a Otan para acelerar a solicitação de admissão da Geórgia nessa aliança militar para dissuadir Moscou de futuras aventuras militares.

Cameron pediu também ao Governo trabalhista britânico que proponha a expulsão da Rússia do G8 e imponha novas restrições de visto aos cidadãos russos que queiram viajar ao Reino Unido.

Segundo fontes conservadoras, Cameron critica a tibieza da reação do Governo trabalhista de Gordon Brown à "agressão" russa e quer demonstrar com sua viagem a Tbilisi o que seria preciso fazer em um caso assim.

O Governo trabalhista não permaneceu, no entanto, de braços cruzados em todo este assunto.

Um porta-voz de Brown afirmou na sexta-feira que o primeiro-ministro tinha falado por telefone com Saakashvili, após tê-lo feito com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

Segundo o número 10 de Downing Street, o primeiro-ministro esteve também em contato com os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, Estados Unidos, George W. Bush, Rússia, Dmitri Medvedev, e com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

O porta-voz de Brown qualificou a incursão russa na Geórgia de "violação totalmente injustificada da integridade territorial" desse país e acrescentou que "as forças russas devem se retirar imediatamente". EFE jr/ma

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