Líder da oposição britânica devolverá dinheiro após escândalo

LONDRES - O líder dos conservadores britânicos David Cameron, cotado para ser o próximo primeiro-ministro do país, disse nesta quinta-feira que vai devolver quase mil libras (1.640 dólares) em despesas cobradas equivocadamente.

Reuters |

Cameron, que tentou tomar a iniciativa no escândalo de gastos que afetou a todos os partidos, já havia dito que pagaria uma conta de 680 libras. Mas ele prometeu devolver mais 267,29 libras relacionadas principalmente a pagamentos de crédito imobiliário em 2006.

"Peço desculpas por cometer um erro como esse, mas eu acho que a melhor coisa a fazer quando você descobre isso é lidar da maneira mais rápida possível", afirmou Cameron aos repórteres.

Parlamentares de todos os partidos foram manchados por semanas de revelações do jornal "Daily Telegraph" sobre pedidos de reembolso de todos os tipos - por exemplo, para pagar comida para cachorro, filmes pornográficos, limpeza de um fosso e tampa de ralo para banheira.

O escândalo acabou com a carreira de mais de uma dúzia de parlamentares, que disseram que não vão disputar a próxima eleição geral prevista para o meio de 2010.

As pequenas somas envolvidas no caso de Cameron, e sua resposta rápida, aparentemente limitaram o impacto do escândalo sobre sua imagem. O anúncio foi feito horas após a divulgação na internet das despesas detalhadas de todos os parlamentares nos últimos quatro anos - algumas informações importantes, no entanto, foram omitidas.

O Partido Trabalhista, do atual premiê Gordon Brown, foi o que mais sofreu com o escândalo, por estar no poder desde 1997 e não ter conseguido limpar um sistema desacreditado.

Na quarta-feira, a secretária das Finanças Kitty Ussher deixou o cargo pouco mais de uma semana após voltar ao governo, após notícias de que ela sonegou impostos na venda de uma de suas casas. Ela nega ter cometido qualquer irregularidade.

Os conservadores, atualmente na oposição, são favoritos para vencer a próxima eleição, mas analistas dizem que os eleitores podem acabar apoiando partidos menores ou independentes, o que pode afetar a maioria a ser conquistada.

Leia mais sobre Reino Unido

    Leia tudo sobre: reino unido

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG