Yangun (Mianmar), 23 mai (EFE).- A chefe da oposição democrática birmanesa, a Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, votou hoje em sua casa para o plebiscito constitucional realizado amanhã na sua cidade, Yangun, e em outras 47 localidades do país que não puderam votar no último dia 10 de maio por conta dos estragos causados pelo ciclone Nargis.

Suu Kyi cumpre prisão domiciliar desde 2003. Fontes oficiais indicaram seu partido, a Liga Nacional pela Democracia (LND), é contra o projeto constitucional proposto pelo Governo por acreditar que isso acarretaria em um regime ditatorial.

Os colégios eleitorais em Yangun e outros 47 povoados, além da vizinha Irrawaddy, abrirão amanhã às 6h (20h30 de Brasília) e fecharão às 16h (0h30 de sábado).

O plebiscito de 10 de maio teve uma arrasadora maioria, de 92,4%, a favor do texto constitucional que começou a ser redigido em Convenção Nacional no ano de 1993 e que foi concluído no ano passado sem a colaboração da oposição democrática.

A próxima ação da Junta Militar será realizar eleições parlamentares "livres" em 2010, na qual Suu Kyi não poderá concorrer à chefia do Estado por haver sido casada com um estrangeiro - o professor britânico Michael Aris, que morreu de câncer em 1999.

Mianmar não sofria com este problema em eleições desde 1990, quando a LND ganhou com mais de 82% dos votos válidos, embora o regime militar não tenha reconhecido o resultado. EFE csm/fh/plc

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