Líder da oposição a Chávez pede asilo político no Peru

Manuel Rosales, principal líder da oposição ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu asilo ao governo peruano por considerar que sofre perseguição política em seu país, informou nesta terça-feira seu advogado no Peru, Javier Valle Riestra.

AFP |

"O pedido de asilo foi apresentado às 12H20 local (14H20 Brasília). Agora nos resta esperar a resposta do governo peruano, que tem como prazo dois meses", afirmou Valle Riestra.

O advogado explicou que de acordo com as leis peruanas, Rosales será citado para explicar as circunstâncias de seu pedido de asilo, antes que a chancelaria em Lima decida sobre o caso.

Valle Riestra revelou que está confiante na concessão do asilo ao líder oposicionista.

"Rosales não é um qualquer, é líder do partido 'Um Novo Tempo', foi governador do Estado de Zulia e ocupa atualmente a prefeitura de Maracaibo", destacou Valle Riestra, lembrando que o presidente Hugo Chávez prometeu "esmagá-lo" em um discurso.

Valle Riestra estimou que a concessão do asilo a Rosales não deve ser entendida como uma posição do governo peruano contra Chávez.

"Se concederem o asilo, como é lógico, não significa que consideram Chávez como um gorila, um canalha ou um déspota, simplesmente analisarão as circunstâncias para dar o asilo".

Pela manhã, o chanceler peruano, José Antonio García Belaunde, entrevistado pela AFP, informou que o dirigente opositor já se encontra no Peru.

O influente jornal El Comercio, citando fontes diplomáticas, também noticiou que Rosales, acusado em seu país de enriquecimento ilícito, estaria no Peru desde domingo passado em busca de asilo.

Até o momento, nenhuma confirmação ou desmentido foi realizado pelas autoridades da Venezuela.

Rosales, candidato presidencial nas eleições de 2006, teve sua prisão provisória decretada pela Procuradoria há um mês por enriquecimento ilícito quando era governador de Zulia. Ele alega que as acusações são mera perseguição política.

Omar Barboza, secretário-geral do "Um Novo Tempo" (social-democrata), anunciou em uma entrevista coletiva à imprensa na segunda-feira que a decisão de solicitar asilo político para o prefeito obedece à intenção de "continuar percorrendo o caminho democrático", pois de outra forma Rosales teria que passar por uma situação de clandestinidade.

rm/cn/LR

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