Líder da OEA critica nível de homicídios na região ibero-americana

San Salvador, 30 out (EFE) - O crime é uma epidemia na América Latina, destacou hoje o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, que destacou o alto índice de homicídios registrado pelos países da região. Em entrevista, Insulza disse que é possível catalogar isso porque a Organização Mundial da Saúde (OMS) qualifica como epidemia toda doença que produz mais de dez casos sobre 100 mil, e há muitos casos de homicídios sobre esse percentual, há cerca de 60 homicídios sobre 100 mil em alguns países. A média em toda a América Latina é de 27 em cada 100 mil habitantes, portanto temos uma epidemia do crime que deve ser enfrentada, acrescentou. Segundo Insulza, para combater essa situação pode-se trabalhar muito melhor, lutando contra os delitos transnacionais, como o tráfico de drogas. Temos que coordenar muito melhor a ação de nossos países nessa matéria, acrescentou, para destacar que é preciso adotar medidas não somente para prevenir a produção, mas também para combater o consumo. É preciso fazer um esforço maior nos países onde se consome droga, acrescentou.

EFE |

Os líderes da região ibero-americana aprovarão na cúpula de San Salvador uma declaração na qual pedem a coordenação dos esforços para "romper o vínculo entre organizações criminosas dedicadas ao narcotráfico e ao tráfico ilegal de armas, em particular pequenas e ligeiras, que geram um alto índice de violência".

O pedido está incluído na minuta de um comunicado conjunto proposto pelo México, ao qual a Agência Efe teve acesso.

O país está sendo afetado, nos últimos meses, por uma onda de violência causada por organizações dedicadas ao narcotráfico e a outros crimes.

"O crime organizado transnacional, o problema mundial das drogas, as quadrilhas criminosas e o seqüestro constituem graves ameaças ao bem-estar e à segurança popular, que afetam toda a comunidade ibero-americana", afirma a declaração que sairá da cúpula.

Os líderes de América Latina, Espanha e Portugal acham necessário também para combater a violência "coordenar estratégias, trocar informação em tempo real e realizar ações coordenadas para combater a lavagem de dinheiro e o tráfico ilícito de armas". EFE mlg/db

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