Líder da OEA assegura não ver vontade dos EUA de derrubar Morales

Santiago do Chile, 26 set (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, diz ter indícios que descartam a hipótese de os Estados Unidos pretenderem derrubar o presidente da Bolívia, Evo Morales, como o governante do país sul-americano afirmou.

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"Não acho que haja uma vontade americana de derrubar o Governo de Evo Morales. Pelo contrário, acho que os EUA não querem esse tipo de problemas hoje dia na região porque têm muitos outros a resolver", declarou o chileno Insulza à revista local "Cosas".

A publicação da entrevista de Insulza coincidiu com o anúncio americano de que tem início hoje o processo para suspender os lucros tarifários atuais em benefício da Bolívia, por sua suposta falta de cooperação na luta contra o narcotráfico.

A entrevista foi realizada no último dia 15 em Santiago, para onde Insulza viajou para participar da reunião extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Quando questionado sobre o papel exercido pela OEA, que conta com os Estados Unidos, em relação à Unasul, que reúne o Brasil e os outros países sul-americanos, Insulza destacou que "a OEA é o organismo internacional que está mais presente na Bolívia, e não é porque agora há uma reunião da Unasul que isso vai mudar".

No encontro realizado em Santiago, a Unasul emitiu uma declaração em defesa da democracia e do Governo Morales, abalado pelos distúrbios em seu país devido à oposição de regiões autonomistas ao projeto de uma nova Constituição e às supostas ameaças de um golpe de Estado. EFE frf/fr

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