Líder da maioria parlamentar libanesa nega elo com terroristas

Beirute, 10 nov (EFE).- O líder da maioria parlamentar do Líbano, Saad Hariri, rejeitou hoje qualquer vínculo com a organização islâmica sunita Fatah al-Islam e pediu à Liga Árabe que investigue os crimes cometidos pelo grupo.

EFE |

O dirigente libanês se pronunciou dessa forma depois que supostos membros do Fatah al-Islam assegurassem, na quinta-feira passada, através da televisão síria, que o grupo de Hariri, Corrente do Futuro, e a Arábia Saudita eram suas principais fontes de financiamento.

Os supostos integrantes da organização terrorista, além disso, confessaram terem sido autores do atentado de 27 de setembro em Damasco, no qual morreram 17 pessoas.

Em comunicado, Hariri qualificou as acusações de "falsas e não inovadoras", e assegurou que "fazem parte das campanhas do regime sírio".

Hariri afirmou também que o Governo de Bashar al-Assad há meses busca se desligar do Fatah al-Islam e relacionou as declarações dos supostos terroristas com esse objetivo.

Fora isso, considerou que essas acusações não demonstram que a Síria é inocente e não está envolvida na entrada ilegal de membros do Fatah al-Islam em território libanês.

Por isso, pediu à Liga Árabe que forme um comitê que investigue todos os crimes cometidos por essa organização terrorista, cujo objetivo, segundo Hariri, é "apresentar o Líbano, e não a Síria, como uma fonte do terrorismo".

O Fatah al-Islam se tornou conhecido em maio de 2007, quando enfrentou o Exército libanês no campo de refugiados palestino de Nahr el-Bared, no norte do país, deixando dezenas de mortos.

Na ocasião, o grupo foi relacionado com a Al Qaeda e o Irã. EFE ks/rr

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