Líder da maioria parlamentar do Líbano reitera que não falará com Hisbolá

Beirute, 13 mai (EFE).- O líder da maioria parlamentar libanesa, Saad Hariri, insistiu hoje em entrevista coletiva em que não vai dialogar com o Hisbolá enquanto (o grupo) apontar suas armas para nossas cabeças.

EFE |

O Hisbolá "pede diálogo e aponta suas armas para nossas cabeças", disse.

"Não iremos a esse diálogo, mesmo que nos critiquem", disse Hariri em entrevista coletiva exibida pelo canal de televisão "Futuro", que retomou suas transmissões hoje às 16h30 (10h30 em Brasília), depois que foi tomado por milicianos opositores na sexta-feira passada.

O dirigente da maioria parlamentar responsabilizou o Hisbolá, líder da oposição, pelo "sangue inocente derramado durante os ataques" dos últimos dias.

Na quarta-feira passada, tiveram início confrontos entre seguidores da oposição e da maioria parlamentar, que se intensificaram um dia depois após um discurso do líder do Hisbolá, Hassan Nasrallah.

No pronunciamento, ele afirmou que a intenção do Governo libanês de desmantelar sua rede de telecomunicações era uma "declaração de guerra".

Hariri ressaltou que o diálogo tem que se concentrar nas armas e no papel do Exército e insistiu em que a maioria parlamentar nunca se renderá.

Além disso, acusou Síria, Irã e Israel de apoiar e dar cobertura aos milicianos do Hisbolá durante os choques, que deixaram 62 mortos.

Hariri, que insistiu em que seu grupo político Corrente de Futuro não tem milícias, acusou também o Hisbolá (criado e financiado pelo Irã) de ser uma "máfia" que atacou a imprensa e casas de civis, e que provocou um conflito confessional.

A entrevista coletiva de Hariri aconteceu meia hora depois da reabertura da rede de televisão "Futuro", de sua propriedade, após cinco dias sem transmitir. EFE ks/db

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