Líder da Irlanda do Norte se afasta por escândalo

Por Ian Graham BELFAST (Reuters) - O primeiro-ministro da Irlanda do Norte, Peter Robinson, se afastou do governo temporariamente nesta segunda-feira depois de enfrentar pedidos para que renuncie por causa de revelações sobre as finanças de sua família, que ameaçavam o sistema de compartilhamento de poder da Província.

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Robinson pediu ao seu companheiro de partido Arlene Foster para assumir o cargo como chefe do Executivo da Província, disse o porta-voz da Assembleia da Irlanda do Norte.

Foster, ministro de Empresas, Comércio e Investimento, pode substituir Robinson por até seis semanas sob as regras do governo provincial.

Na semana passada, Robinson concordou com uma investigação para descobrir se ele descumpriu qualquer regra sobre financiamentos, mas disse que não tinha feito nada de errado.

Os pedidos para que o líder pró-Grã-Bretanha deixasse o governo aumentaram no domingo. Um programa de televisão da BBC perguntou por que Robinson não contou às autoridades que sua mulher, também membro do Parlamento, não declarou 80 mil dólares recebidos de duas pessoas e usados para ajudar um homem com quem ela mantinha um romance.

O secretário de Estado da Grã-Bretanha para a Irlanda do Norte disse que teria que pedir uma eleição na assembleia se Robinson renunciasse e se o Executivo não chegasse a um consenso sobre um sucessor dentro de sete dias.

Uma crise na liderança de Belfast pode tornar mais difícil completar os últimos passos no processo de paz, depois de décadas de violência sectária, e potencialmente encorajar os dissidentes armados a lançarem outros ataques.

O Partido Unionista Democrático (DUP), de Robinson, disse que a mulher dele, Iris, que alegou ter tentado se matar no ano passado depois de um caso com um jovem de 19 anos, estava recebendo tratamento psiquiátrico. Ela disse que deixaria o Parlamento esta semana.

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