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Líder da Índia se reúne com militares; Paquistão move tropas

NOVA DÉLHI/ISLAMABAD (Reuters) - O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, se encontrou com chefes militares nesta sexta-feira e o Paquistão cancelou uma licença do Exército e movimentou tropas da fronteira ocidental, apesar de os dois lados minimizarem a ameaça de uma guerra motivada pelos ataques à cidade indiana de Mumbai.

Reuters |

Com a tensão aumentando rapidamente por causa dos ataques do mês passado em Mumbai, nos quais foram mortas 179 pessoas, a China também surgiu como um potencial mediador depois que o ministro de Relações Exteriores chinês, Yang Jiechi, inesperadamente telefonou para os chanceleres da Índia e do Paquistão.

Uma autoridade do gabinete de Singh disse que o primeiro-ministro discutiu sobre a tensão entre o país e o Paquistão durante uma reunião que já estava programada com os chefes do Exército, Marinha e Força Aérea, para analisar o pagamento dos militares.

"O primeiro-ministro se reuniu com os três chefes das Armas para tratar da questão do pagamento de comissões, mas obviamente a situação na região também foi discutida", disse o funcionário, que pediu para não se identificado. Não foram divulgados outros detalhes.

A imprensa da Índia disse que o assessor de segurança nacional M.K. Naranayan também participou do encontro.

A Índia avisou seus cidadãos na sexta-feira que não é seguro viajar para o Paquistão devido à tensão entre os países rivais desde os ataques a Mumbai.

"Os cidadãos indianos estão avisados de que não é seguro viajar ou estar no Paquistão", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia quando questionado sobre as prisões de cidadãos indianos após a explosão de uma bomba em Lahore, na quinta-feira.

Vários analistas dizem ser bastante improvável que a tensão descambe para uma guerra. Os dois países, ambos detentores de armas nucleares, estiveram por três vezes em guerra desde sua independência em 1947 e quase chegaram ao quarto conflito em 2002, depois de um ataque ao Parlamento indiano.

Embora não tenha ocorrido nenhuma movimentação significativa de tropas em nenhum dos dois países, autoridades militares em Islamabad disseram que integrantes do Exército receberam ordens de se apresentarem nos quartéis e algumas tropas foram deslocados da fronteira do Afeganistão.

"Um número limitado de soldados de áreas cobertas de neve e áreas onde não estão sendo realizadas operações foram removidos", disse uma autoridade do alto escalão do setor de segurança paquistanês, que não quis ser identificada.

A autoridade não quis dizer para onde os soldados foram deslocados, alegando se tratar de uma questão delicada, mas a imprensa paquistanesa informou que alguns militares tinham sido transferidos para a fronteira indiana.

A retirada de tropas paquistanesas da fronteira afegã provavelmente será mal recebida pelos Estados Unidos, que não querem ver o Paquistão se desviar da luta contra os militantes da Al Qaeda e do Taliban na fronteira ocidental do Paquistão.

Índia, EUA e Grã-Bretanha responsabilizaram pelos ataques a Mumbai o grupo islâmico Lashkar-e-Taiba, que tem sua base no Paquistão e se formou para combater o domínio indiano na região da Caxemira, disputada pelos dois países.

O Paquistão condenou os ataques a Mumbai e negou qualquer participação do Estado nessa ação, que atribuiu a "atores não ligados ao Estado".

O número cada vez maior de exaltadas reportagens nos dois países têm alimentado especulações de uma guerra, embora os líderes digam que um conflito não serviria aos interesses de ninguém.

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