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Líder da Guiné Equatorial diz que órgãos internacionais são a voz dos amos

Nações Unidas, 25 set (EFE) - O presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, afirmou hoje na ONU que o Banco Mundial (BM), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) são a voz de seus amos, ao impor barreiras discriminatórias à produção e troca dos países em desenvolvimento.

EFE |

A crise alimentícia responde "ao impacto causado por políticas neoliberais que são aplicadas há mais de quatro décadas em escala mundial" e especialmente às receitas pregadas pelas instituições do sistema comercial e financeiro internacional, disse em seu discurso perante a Assembléia Geral da ONU.

Obiang culpou da crise alimentícia "a liberalização comercial que impõem estas organizações, o que permitiu a invasão, nos mercados africanos, de produtos alimentícios altamente subvencionados e que estão acabando com a agricultura" dos países em desenvolvimento.

O presidente da Guiné Equatorial defendeu uma revisão das instituições de cooperação multilateral, assim como uma "mudança de comportamento" dos que controlam o poder econômico.

Também disse que a África precisa de um desenvolvimento solidário, baseado no fortalecimento de seu tecido socioeconômico.

Obiang propôs a criação de um Comitê Internacional de Pilotagem, composto por especialistas de países doadores e africanos, cuja missão seria a identificação de mecanismos e projetos que favoreçam a integração econômica dos países do continente.

Ele citou projetos possíveis em escala continental, como a luta contra doenças freqüentes na África, construção de infra-estruturas, o lançamento de um satélite que garanta as comunicações ou a concessão de créditos para contribuir ao desenvolvimento das nações menos favorecidas.

Em nível de política interna, afirmou, a Guiné Equatorial "vive um presente de liberdades e desenvolvimentos sem precedentes".

"A partir desta tribuna, renovo o compromisso de meu Governo com a promoção e defesa dos direitos humanos e não temos necessidade de que alguém nos dê lições", advertiu. EFE va/db

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