Líder da Coreia do Norte assume cargos que eram de seu pai

Depois de ser nomeado primeiro-secretário, Kim Jong-un se torna membro da direção do birô político do comitê central e presidente da comissão militar

iG São Paulo |

O partido único da Coreia do Norte nomeou Kim Jong-un - filho e sucessor do falecido ditador Kim Jong-il - membro da direção do Politburo (birô político) do Comitê Central, informou nesta quinta-feira a agência estatal norte-coreana KCNA.

Coreia do Norte: Kim Jong-un é nomeado primeiro-secretário do partido único

AP
Foto de arquivo mostra Kim Jong-un com parentes em visita a supermercado de Pyongyang (17/12/2011)
O novo cargo torna Kim líder máximo do braço político do regime comunista norte-coreano, um dia depois de ser nomeado primeiro-secretário do Partido dos Trabalhadores , o que por sua vez o transforma automaticamente em presidente da Comissão Militar Central da formação.

O Partido dos Trabalhadores outorgou os citados postos ao jovem Kim Jong-un, cuja idade é estimada entre 28 e 29 anos, em seu quarto congresso, que foi realizado em Pyongyang e representou um passo decisivo no processo de sucessão hereditária no Estado totalitário.

O congresso de quarta-feira precedeu a sessão da Assembleia Popular Suprema (Parlamento), convocada para sexta-feira, na qual Kim também poderá ser nomeado presidente da poderosa Comissão Nacional de Defesa, principal órgão do militarizado Estado norte-coreano.

Se Kim realmente for elevado à presidência do máximo corpo militar do país, categoria que ostentava Kim Jong-il até sua morte, em 17 de dezembro , a confirmação do jovem como líder da Coreia do Norte estará consolidada.

Foguete

As nomeações de Kim Jong-un acontecem em uma semana marcada pela tensão diante da espera pelo lançamento de um foguete que Pyongyang garante se tratar de satélite espacial enquanto o Ocidente alega fins militares.

Embora Pyongyang assegure que a missão tem fins científicos, países como Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão acreditam que o lançamento encobre um teste de mísseis balísticos de longo alcance que violaria resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

*Com EFE

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