Líder da Al Qaeda na Somália morre em combates

Ele foi morto em confronto com tropas de governo no norte da cidade de Mogadíscio

EFE |

Rayah Abu Khalid, líder da Al Qaeda que lutava com o grupo radical islâmico somali Al Shabab, morreu em um confronto com tropas do governo no norte de Mogadíscio, informaram neste domingo à Agência Efe fontes oficiais e da milícia rebelde.

Abu Khalid, de origem iemenita, foi gravemente ferido no sábado junto com outros milicianos estrangeiros que combatiam ao lado do Al Shabab e foi enviado a um hospital do grupo na localidade de Jawhar, a 90 quilômetros de Mogadíscio, onde morreu. Um comandante do Al Shabab, que pediu anonimato, disse neste domingo à Efe que "o mártir Rayah Abu Khalid morreu como um herói no hospital de Jowhar no sábado à noite. Havia sido gravemente ferido pela manhã e morreu horas depois".

O Governo Federal Transitório de Mogadíscio, apoiado pela comunidade internacional, confirmou a morte de Abu Khalid e declarou que se trata de uma importante perda para o Al Shabab e a Al Qaeda no Chifre da África. O general Ahmed Guled, comandante do corpo de Infantaria governamental, disse à Efe: "No sábado, matamos 12 combatentes estrangeiros, entre eles o principal chefe da célula armada da Al Qaeda no país, Rayah Abu Khalid".

A Al Qaeda tem na Somália várias centenas de combatentes que apoiam o Al Shabab, uma milícia que luta para derrubar o Governo Federal Transitório de Mogadíscio e impor um Governo radical muçulmano. O Governo Transitório, liderado pelo presidente Sharif Sheikh Ahmed, é sustentado por cerca de oito mil soldados da Missão da União Africana na Somália (Amisom) e controla apenas alguns pontos de Mogadíscio, como o complexo do Palácio Presidencial, o aeroporto e o porto.

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