Tegucigalpa, 25 jul (EFE).- O dirigente camponês hondurenho Rafael Alegria denunciou hoje que foi detido pela Polícia por cerca de seis horas em Las Manos, fronteira com a Nicarágua.

Alegria disse à Agência Efe por telefone que acompanhava um jornalista europeu que ia para a Nicarágua, onde ambos se reuniriam com o presidente hondurenho deposto Manuel Zelaya.

Ele acrescentou que os policiais que o detiveram não souberam explicar os motivos da detenção, mas que o fato ocorreu durante o toque de recolher que vigora nessa região, no leste de Honduras, por causa da intenção de Zelaya de retornar ao país pelo setor de Las Manos.

"Disse que eu não reconhecia o toque de recolher porque foi decretado por um Governo ilegal", acrescentou.

Segundo Alegria, os policiais o levaram de Las Manos a um posto da cidade de El Paraíso, departamento do mesmo nome, e depois a Danlí, onde o libertaram.

Alegria, que é dirigente do movimento internacional Via Campesina, afirmou que no posto policial havia 45 homens e 18 mulheres.

Entre eles está um voluntário da Cruz Vermelha hondurenha, organismo que não participa das manifestações em Las Manos. O motivo, explicou, é que "ontem (sexta) se denunciou que uma ambulância da instituição estava sendo utilizada para carregar bombas lacrimogêneas da Polícia", disse Alegria.

O dirigente também integra um movimento de resistência popular que exige a restituição de Manuel Zelaya ao poder, após ser deposto pelos militares em 28 de junho. EFE gr/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.