Líder birmanesa Aung San Suu Kyi celebra 63º aniversário em prisão domiciliar

Bangcoc, 19 jun (EFE).- A líder opositora birmanesa e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi celebrou hoje seu 63º aniversário em prisão domiciliar, depois que a Junta Militar prolongou por mais um ano sua prisão domiciliar, que já se estende desde 2003.

EFE |

Uma das primeiras pessoas a felicitá-la foi a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que lamentou a situação de Suu Kyi e exigiu ao regime que a liberte junto aos outros 2 mil presos políticos do país, segundo dados da Anistia Internacional.

Há uma semana, a Junta Militar defendeu a "legalidade" da ampliação, pelo sexto ano consecutivo, do cativeiro da Nobel da Paz, apesar da comunidade internacional e de várias associações independentes de advogados insistirem que a prisão domiciliar só pode ser mantida durante cinco anos.

O regime prorrogou em 27 de maio por mais de um ano a detenção de Suu Kyi, secretária-geral da Liga Nacional pela Democracia (LND) e que passou mais de 12 dos últimos 18 anos presa em sua casa de Yangun.

A líder opositora foi detida pela primeira vez em 1989, um ano antes de a LND vencer as últimas eleições democráticas realizadas no país, cujos resultados não foram reconhecidos pelos generais que governam Mianmar (antiga Birmânia) desde 1962.

Em junho de 2003, a líder opositora foi presa, após ser alvo de um ataque das milícias pró-governo, e desde então não pode sair de sua residência.

A Junta Militar ignora de forma sistemática os pedidos da comunidade internacional e dos grupos de direitos humanos para a libertação incondicional de Suu Kyi, considerada um símbolo da democracia por muitos birmaneses. EFE fmg/gs

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