Líder austríaco se reúne com Lula e pede maior controle contra especuladores

Brasília, 13 mai (EFE).- O chanceler da Áustria, Alfred Gusenbauer, afirmou hoje que a comunidade internacional precisa criar um organismo regulador das relações comerciais e financeiras, para impedir que os mercados continuem tomados por especuladores.

EFE |

"Não é possível que alguns especuladores tenham lucros enormes e que as populações do mundo tenham de sofrer as conseqüências de um colapso. Isso não é justo nem se pode defender do ponto de vista econômico", declarou Gusenbauer, acompanhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o chefe de Governo austríaco, um mecanismo de controle "daria mais tranqüilidade e segurança à comunidade internacional" e minimizaria os efeitos das crises globais.

Sobre a crise atual, causada pelo colapso do sistema de crédito nos Estados Unidos, Gusenbauer disse que "é necessário pensar na origem desses problemas financeiros e conseguir a coordenação internacional necessária para interrompê-los".

A reunião com Lula foi o último ponto da agenda oficial de sua visita ao Brasil, antes da sua participação na 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, na sigla em inglês), que será realizada em Lima a partir da próxima sexta.

O chanceler austríaco assegurou que a América Latina "tem um futuro promissor" e garantiu que a União Européia (UE) aposta na região, na qual destacou o Brasil como um "grande líder" e "país hegemônico".

Gusenbauer também ressaltou o papel que "podem e devem" ter os países da América Latina na crise de alimentos mundial e disse que o assunto deve ser um dos mais discutidos na agenda da cúpula.

Gusenbauer e Lula analisaram também assuntos bilaterais e se comprometeram a dar um maior impulso ao intercâmbio comercial entre Brasil e Áustria, que no ano passado somou US$ 1 bilhão.

O Brasil é o maior parceiro comercial da Áustria na América do Sul e também o principal destino dos investimentos austríacos na América Latina.

No país, operam cerca de 100 empresas austríacas, que em conjunto mantêm investimentos de US$ 120 milhões. EFE ed/bm/fr

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