Licença paternidade poderá durar até 6 meses na Grã-Bretanha

O governo britânico deve anunciar nesta terça-feira regras que flexibilizam a licença maternidade, possibilitando a transferência de até seis meses de benefício ao pai da criança. Segundo as regras atuais, a licença maternidade remunerada (mas não com salário integral) pode durar até nove meses, sendo que as mães podem optar por ficar até um ano afastadas do trabalho.

BBC Brasil |

Já os pais atualmente têm direito a duas semanas de licença paternidade remunerada, que podem ser tiradas até oito semanas depois do nascimento do filho.

Segundo as novas regras, se a mãe decidir voltar ao trabalho antes de completar um ano de licença, o pai poderá usufruir do resto da licença e ficar em casa com o bebê por até seis meses, recebendo remuneração por até três meses.

Os benefícios se estendem a casais gays, ou que tenham adotado o filho.

Por medidas de contenção de despesas, o governo, no entanto, desistiu dos planos de ampliar o perído de licença maternidade remunerada para até 12 meses.

Meta
No manifesto de 2005, o Partido Trabalhista, do governo, havia prometido estender a licença maternidade remunerada de seis para nove meses - o que foi feito em 2007 -, e anunciou como meta até o fim do mandato no Parlamento a criação da licença remunerada de um ano.

Segundo a imprensa britânica, as mudanças não devem ser adotadas antes das próximas eleições, previstas para o ano que vem.

Ainda de acordo com a imprensa, sindicatos patronais se opõem à medida, afirmando que ela vai trazer dificuldades, principalmente por causa da burocracia administrativa.

Na Grã-Bretanha, o governo repassa às empresas os salários dos funcionários em licença maternidade e paternidade.

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