Libwertada Ingrid Betancourt

Ingrid Betancourt, a refém franco-colombiana da guerrilha marxista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), libertada hoje, tem 46 anos, seis dos quais passados em cativeiro.

AFP |

A ex-candidata presidencial colombiana estaria física e psicologicamente no limite. Segundo informações de diferentes fontes, ela teria tido malária, hepatite do tipo B e leishmaniose, além de problemas de insuficiência cardíaca.

O estado de Ingrid Betancourt, cada vez mais preocupante, levou várias autoridades a se mobilizar para libertá-la.

A França enviou uma missão humanitária à Colômbia, e o governo colombiano do presidente Alvaro Uribe aceitou suspender suas operações militares no sudeste do país para permitir o eventual envio de médicos.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu ao chefe das Farc, Manuel Marulanda, a libertação imediata da franco-colombiana, seqüestrada desde fevereiro de 2002.

Os relatos de ex-reféns e a longa carta enviada a Yolanda Pulecio, a mãe de Ingrid, em novembro de 2007, mostraram que os guerrilheiros a submetiam a punições e humilhações constantes.

Um recente vídeo de Ingrid comoveu o mundo. Na gravação, a ex-senadora apareceu cabisbaixa, aparentemente esgotada e extremamente magra.

Suas múltiplas tentativas de fuga, as longas marchas na selva, as noites que passou acorrentada e os constantes conflitos com seus captores parecem ter acabado psicologicamente com esta mulher corajosa e carismática.

"Eles (os guerrilheiros) me tiraram tudo. Tento ficar silenciosa, falo o mínimo possível para evitar os problemas. Não tenho vontade de nada", escreveu Ingrid, na última carta enviada a sua mãe.

"A senhora Ingrid não é uma pessoa fácil", afirmou, por sua vez, Raúl Reyes, o falecido número dois das Farc.

"Ingrid é inflexível, direta e podia falar a um presidente: você é um delinqüente e um ladrão. Temo que ela tenha feito o mesmo com alguns chefes guerrilheiros", disse Yolanda Pulecio.

No início de março, o Exército colombiano atacou um acampamento das Farc em território equatoriano, provocando uma grave crise política entre os dois países. Reyes e outros 15 guerrilheiros morreram durante a operação.

Desde a publicação destas provas de vida, Ingrid Betancourt se tornou o símbolo da barbárie dos seqüestradores na Colômbia e no mundo.

Ela começou sua carreira política na Câmara dos Representantes, depois de ter distribuído camisinhas nas ruas de Bogotá com o slogan: "a corrupção é a Aids da nossa sociedade. Protejam-se".

Seus ex-colegas do liceu francês Louis Pasteur de Bogotá a descreveram como uma líder brilhante e sedutora.

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