Líbia vai interromper entrega de petróleo à Suíça como medida de represália

A companhia nacional líbia de transporte marítimo anunciou nesta quinta-feira que vai interromper seu fornecimento de petróleo à Suíça em represália pela breve prisão de um dos filhos do dirigente Muamar Kadhafi na semana passada, em Genebra.

AFP |

Em um comunicado conjunto, as companhias nacionais de transporte marítimo e de portos indicaram que também proibirão, a partir de agora, a entrada e a descarga de barcos de bandeira suíça nos portos líbios.

No comunicado a Suíça é ameaçada de novas medidas se não arquivar nas próximas horas o caso contra Hannibal Kadhafi e não apresentar suas desculpas oficiais.

Na véspera, dezenas de pessoas se manifestaram diante da embaixada da Suíça em Trípoli para denunciar os 'maus-tratos' sofridos pelo filho de Kadhafi durante sua prisão no último dia 15 em julho, em Genebra.

Cerca de 200 membros dos comitês revolucionários, a base do regime do coronel Khadafi, entregaram ao embaixador suíço um comunicado ameaçando seu país com represálias se não forem apresentadas desculpas oficiais à Líbia.

"Em nenhum momento quisemos ferir os sentimentos do povo líbio", declarou o embaixador suíço Daniel Von Muralt, em uma declaração à imprensa, acrescentando que uma delegaçã suíça irá a Trípoli para tentar de acalmar a tensão diplomática.

Hannibal Kadhafi, o quarto filho do dirigente líbio, e sua mulher foram presos no hotel de luxo Presidente Wilson, em Genebra, depois da denúncia de duas arrumadeiras que os acusavam de tê-las agredido.

Segundo o jornal suíço Le Matin, Hannibal foi indiciado por lesões corporais simples, ameaças e coação.

Dois seguranças que se opuseram às forças da ordem também foram detidos.

Paul Gully-Hart, o advogado do casal, informou à agência de notícias suíça ATS que 200.000 francos suíços foram pagos de fiança para a libertação de Hannibal Kadafi e 300.000 francos por sua esposa, acusada de fatos mais graves.

afg-ila/cn

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