Líbia nega ter prometido libertar antes de setembro suíços retidos

Genebra, 6 set (EFE).- O vice-ministro líbio de Assuntos Exteriores, Khaled Kaim, negou que seu Governo tenha prometido ao da Suíça que os dois cidadãos suíços retidos em Trípoli poderiam retornar a seu país antes de começo de setembro.

EFE |

Em entrevista publicada hoje pelo jornal "NZZ am Sonntag", Kaim diz que a Líbia jamais se comprometeu a isso com o presidente suíço, Hans Rudolf Merz, na última visita que este realizou para tentar resolver a atual crise diplomática bilateral.

Durante sua estadia na capital líbia, Merz pediu desculpas públicas pela breve detenção em julho do ano passado de um dos filhos do coronel Muammar Kadafi que estava com sua esposa em Genebra esperando que esta desse à luz.

Segundo declara Kaim, as duas partes se comprometeram simplesmente a que "algo seria feito" até o dia 31 de agosto passado.

Nesse sentido, afirma Kaim, o primeiro-ministro líbio, Ali Mahmudi el-Baghdadi, respeitou sua promessa, pois depois do dia 21 de agosto, quando o presidente suíço esteve em Trípoli, o procurador-geral líbio se reuniu com os dois suíços retidos.

No entanto, o primeiro-ministro líbio assegura que o Governo não tem poder sobre esse funcionário.

O vice-ministro líbio de Assuntos Exteriores considera que a indignação que reina na Suíça pela sorte desses dois cidadãos se deve, sem dúvida, a um "mal-entendido".

O regime de Trípoli lhes impede a saída do país há mais de um ano como vingança pela detenção em Genebra de Hanibal Kadafi pela Polícia de Genebra, como consequência de uma denúncia por maus-tratos apresentada por dois de seus empregados.

Funcionários dos ministérios de Assuntos Exteriores suíço e líbio deveriam se reunir para abordar este assunto na sexta-feira passada, mas o encontro foi adiado. EFE is/ma

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