Líbia diz que sequestradores de avião sudanês se renderam

TRÍPOLI - Os sequestradores do avião sudanês que foi forçado a pousar na Líbia se renderam na manhã desta quarta-feira, depois de negociações com autoridades líbias, informou a agência de notícias estatal Jana.

Reuters |

"Os dois sequestradores foram levados a um dos saguões do aeroporto de Kufrah, depois de terem se rendido", disse o chefe de aviação Mohammed Shlibek.

Os sequestradores já haviam libertado todos os passageiros, mas mantinham os tripulantes como reféns. Nenhum refém ficou ferido durante o seqüestro.

O seqüestro

"Apenas dez minutos depois da decolagem do avião de Nyala em direção a Cartum, dois homens armados com pistolas se levantaram e tomaram o controle do aparelho, ameaçando a tripulação e os passageiros", afirmou um dos reféns libertados.


Aeronave segue no aeroporto de Kafra, na Líbia / AP

Os seqüestradores disseram pertencer ao Exército de Libertação do Sudão (ALS) e mostraram sua intenção de levar o avião até a França, segundo os passageiros.

Uma mulher que estava no avião disse que os seqüestradores os proibiram de se levantar das cadeiras, inclusive para ir ao banheiro.

"Vivemos uma verdadeira noite de terror, estivemos ameaçados com armas de fogo desde o começo do seqüestro", disse outra testemunha, que acrescentou que esta manhã, enquanto os seqüestradores ainda mantinham negociações, todos os passageiros se levantaram e exigiram que fossem libertados.

O avião, que fazia a rota entre Nyala e Cartum, foi seqüestrado na terça-feira com 87 passageiros e oito tripulantes a bordo, e obrigado a aterrissar no aeroporto militar líbio de Kafra, cerca de 1.300 quilômetros ao sudeste de Trípoli. 


Mapa da Líbia

Outras tentativas de seqüestro

Em março de 2007, um cidadão sudanês tentou seqüestrar um avião de passageiros sudanês com 201 passageiros e 11 membros da tripulação, e que cobria uma rota entre Trípoli e Cartum.

O seqüestrador, identificado como Said Majluf, que estava armado com uma faca, ordenou ao piloto que desviasse de sua rota e aterrissasse em Bangui, capital da República Centro-Africana.

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* Com AP, EFE e AFP

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