Líbia celebra 40 anos de Khadafi no poder

O líder líbio, Muamar Khadafi, deu início nesta terça-feira a uma série de comemorações para marcar seus 40 anos no poder. As comemorações tiveram início com um parada às 14hrs GMT (11hrs, horário de Brasília), quando 80 aeronaves militares sobrevoaram Trípoli.

BBC Brasil |

Na noite desta terça-feira, um espetáculo na antiga base militar norte-americana de Maatiga, a seis quilômetros da capital, Trípoli, contou com a participação de centenas de artistas para encenar a história da Líbia e uma retrospectiva dos 40 anos de liderança de Khadafi em teatro e música. A cerimônia será encerrada com um show de fogos de artifício.

Em 1969, aos 27 anos de idade, o jovem oficial do Exército líbio, inspirado nas idéias nacionalistas e de pan-arabismo do então líder egípcio Damal Abdel Nasser, derrubou a monarquia do país em um golpe de Estado não-violento.

Diversos líderes africanos e árabes participam das comemorações, mas muitos dirigentes ocidentais decidiram ficar de fora dos eventos.

As celebrações são realizadas em meio a uma polêmica causada pela libertação do líbio Abdelbaset Ali Mohamed al-Megrahi, condenado pelo atentado de Lockerbie, na Escócia e libertado por razões humanitárias.

Trajetória
Segundo o correspondente da BBC em Trípoli David Willey, todas as atenções estão voltadas ao líder líbio, que apareceu nas comemorações vestido com um uniforme de general.

Durante a parada, Khadafi se sentou em um palco protegido com um vidro à prova de balas. A cadeira do líder estava a apenas dois assentos de onde estava o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

As celebrações para marcar os 40 anos de Khadafi no poder estão previstas para durar seis dias.

Khadafi assumiu o poder em 1º de setembro de 1969, depois de um golpe contra o rei Idris.

O novo regime, liderado pelo Conselho do Comando Revolucionário, baniu os partidos políticos logo após o golpe.

Durante muitos anos, a Líbia foi deixada de lado por democracias ocidentais, que acusavam o país de incentivar o terrorismo e ter ambições nucleares.

Mas as relações registraram uma pequena melhora depois que Khadafi renunciou a corrida por armas nucleares em 2003.

Além disso, a Líbia pagou centenas de milhões de dólares em compensações às famílias das vítimas do atentado de Lockerbie.

A libertação de Megrahi, no entanto, reacendeu a polêmica entre o país e os líderes ocidentais, que criticaram principalmente, a recepção que o acusado pelo atentado teve ao desembarcar em Trípoli.

Megrahi, que viajou da Grã-Bretanha à Líbia em um avião de Khadafi, foi recebido com festa pela população.

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