Líbia ameaça aplicar reciprocidade após medidas de segurança dos EUA

Trípoli, 7 jan (EFE).- A Líbia ameaçou aplicar o princípio de reciprocidade aos americanos, após a decisão de Washington de incluir o país na lista das nações cujos cidadãos passarão por medidas de segurança suplementares nos aeroportos dos Estados Unidos, informou hoje a agência oficial Jana.

EFE |

O Ministério de Exteriores líbio convocou na quarta-feira o embaixador americano no país, Gene Cretz, para expressar o "protesto" das autoridades líbias e informar que seu Governo estuda aplicar uma medida recíproca.

Segundo a "Jana", o embaixador explicou que a decisão dos EUA não representa "o retorno da Líbia à lista dos países que apoiam o terrorismo".

"Todos os países envolvidos não são países que apoiam o terrorismo. A Administração americana estima que, nesses países, há movimentos extremistas e os vigia de perto, já que alguns de seus membros poderiam tentar entrar nos EUA", disse o diplomata.

No entanto, o secretário do Comitê de Relações Exteriores líbio, Moussa Kousa, insistiu em que seu país está decidido a aplicar as mesmas medidas, "sejam quais forem as explicações" americanas.

Kousa ressaltou que, se as medidas suplementares de segurança forem aplicadas aos cidadãos líbios, Trípoli agirá do mesmo modo "imediatamente" com os cidadãos dos EUA que entrarem ou que já estiverem em território líbio, e afirmou que isso é um "direito natural".

Após o atentado frustrado contra um voo entre Amsterdã e Detroit da companhia americana Northwest Airlines em 25 de dezembro passado, a Administração americana decidiu reforçar os controles de segurança aos viajantes com destino aos EUA procedentes de 14 países.

Além da Líbia, nessa lista estão também países como Argélia, Irã, Iraque, Síria, Nigéria, Paquistão, Afeganistão, Iêmen, Somália e Cuba. EFE fa-sk-jg/an

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