Libertados na Colômbia 200 reféns das Farc

Segundo autoridades, entre três e quatro mil pessoas seguem confinadas pelas Farc

EFE |

Cerca de 200 pessoas recuperaram sua liberdade nesta terça-feira após permanecerem 48 horas em poder de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em uma região de floresta do noroeste colombiano, informou a imprensa local.

Segundo estes veículos, os aldeões chegaram a Quibdó, capital do departamento de Chocó, custodiados pelo Exército, Marinha e Força Aérea.

Na manhã desta terça-feira, o prefeito da aldeia de Beté e Médio Atrato, Luis Moreno, assinalou que a situação dessas pessoas, retidas desde domingo, tendia a piorar, já que estavam ficando sem alimento.

O conflito começou no domingo, quando um grupo de rebeldes, supostamente da frente 34 das Farc, matou três civis e um policial e feriu outros dois aldeões e um militar em três ataques consecutivos contra duas embarcações de passageiros e outra da Marinha.

O defensor público de Chocó Víctor Mosquera denunciou à "RCN Radio" que entre três e quatro mil pessoas permanecem confinadas devido à pressão exercida pelas Farc em Médio Atrato e em outros municípios ribeirinhos do rio Atrato, a principal artéria fluvial do departamento.

Além disso, segundo camponeses da região, os insurgentes estão distribuindo à população panfletos contendo ameaças para convocar uma greve armada por ocasião do 47º aniversário de fundação da guerrilha, a mais antiga da América Latina.

Em Bogotá, o ministro de Defesa colombiano, Rodrigo Rivera, disse que cerca de 200 militares foram enviados à zona para resolver o conflito o mais rápido possível.

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