Libertados austríacos seqüestrados pela Al Qaeda em fevereiro

(atualiza declarações do ministro da Defesa austríaco) Viena, 31 out (EFE).- Os dois turistas austríacos seqüestrados na Tunísia em 22 de fevereiro pelo grupo Al Qaeda no Magrebe Islâmico foram libertados em Mali.

EFE |

Segundo confirmou hoje a ministra de Assuntos Exteriores austríaca, Ursula Plassnik, os dois turistas se encontram sob custódia das autoridades de Mali e estão a caminho da capital do país, Bamaco.

Wolfgang Ebner e Andrea Kloiber, ambos de Salzburgo, permaneceram seqüestrados durante 252 dias até serem libertados, nesta quinta-feira à noite, e serão recebidos hoje no país africano por um enviado especial do Governo austríaco.

Os dois foram seqüestrados durante uma excursão no deserto no sul da Tunísia, de onde foram levados pelos seqüestradores à vizinha Mali.

Em um primeiro momento, os seqüestradores exigiram a libertação de ativistas da Al Qaeda no Magrebe Islâmico detidos na Argélia e na Tunísia, além do pagamento de um resgate milionário.

Plassnik disse hoje que, segundo as autoridades de Mali, os dois ex-reféns estão bem de saúde.

"Já falei pessoalmente com os parentes em Salzburgo para informá-los sobre o feliz desfecho", disse a ministra, em comunicado emitido em Viena.

"Fico feliz junto com as famílias de Andrea Kloiber e Wolfgang Ebner pelo fato de as longas semanas de preocupação e incerteza terem terminado", acrescentou a chefe da diplomacia austríaca.

O ministro da Defesa austríaco negou de forma veemente que se tenha pagado pela liberdade dos seqüestrados. "A República da Áustria não é chantageável. Também não negocia com terroristas", disse à televisão "ORF".

A libertação, segundo ele, aconteceu graças à estreita cooperação desenvolvida com o Governo de Mali e devido aos esforços da equipe de crise criada para viabilizar a libertação deles. EFE as/an/rr

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