Libertados 9 dos 12 israelenses presos nas ilhas Turks e Caicos

Jerusalém, 17 out (EFE).- Nove dos 12 israelenses que estavam presos nas ilhas caribenhas de Turks e Caicos por cerca de 300 trabalhadores chineses foram libertados e os outros devem ser soltos hoje mesmo.

EFE |

"Tudo vai se ajeitar muito em breve. Esperamos que nas próximas horas todos os israelenses tenham saído de lá", disse hoje à Agência Efe Lior Haiat, vice-porta-voz do Ministério de Relações Exteriores israelense.

Segundo Haiat, "na realidade somente três dos 12 israelenses estavam presos à força, mas o restante ficou para não deixá-los sozinhos".

Os três homens que ainda estão presos, engenheiros e gerentes da empresa israelense Ashtrom, continuam trancados em um quarto, pelo terceiro dia consecutivo, enquanto os outros devem ser libertados para saírem juntos das ilhas.

"Nossas vidas não estão em perigo, mas ninguém sabe como vão se desenvolver as coisas se esta situação continuar indefinidamente", declarou um dos israelenses nas ilhas ao jornal "Ha'aretz".

O conflito começou quando a empresa israelense Ashtrom cancelou um projeto turístico em Turks e Caicos financiado pelo banco de investimento Lehman Brothers, que se declarou falido recentemente, e demitiu aproximadamente 300 operários chineses.

Estes exigiram então que lhes devolvessem o dinheiro que tiveram de pagar a empresas de recursos humanos chinesas para terem tramitadas as permissões de trabalho no exterior, pelas quais pagaram cerca de US$ 15 mil.

Após negarem o pagamento, fecharam o acesso ao porto de Turks e Caicos, única via de entrada para a ilha, e prenderam vários dos empregados estrangeiros que trabalhavam lá, de nacionalidade israelense, romena e indiana.

Diretores da Ashtrom foram ontem à ilha para negociar uma solução com os seqüestradores.

Diplomatas israelenses e britânicos também estão intermediando, desde ontem, com as autoridades e agências de segurança locais para resolver o mais rápido possível esta situação e permitir que todos os israelenses possam voltar para casa. EFE aca/fh/jp

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