Libertado estudante japonês seqüestrado em outubro no Irã

O estudante japonês Satoshi Nakamura, de 23 anos, seqüestrado no Irã em 8 de outubro passado, foi libertado, anunciou neste sábado o ministro de Inteligência iraniana, Gholamhossein Mohseni-Ejeie, citado pela agência de notícias Irna.

AFP |

"Um turista japonês que havia sido seqüestrado há 10 meses por narcotraficantes e bandidos armados na província de Kerman (sul) e, depois, transferido para o Paquistão, foi libertado", disse o ministro, sem revelar onde o jovem se encontra, nem as condições exatas de sua libertação, que foi acompanhada da de um religioso iraniano, feito refém há dois meses, no sul.

"Os principais responsáveis pelo seqüestro foram presos, e os rebeldes que estavam em fuga para o Paquistão foram obrigados a soltar o cidadão japonês e o imame de Fahradj (província de Kerman)", acrescentou Ejeie.

Tóquio confirmou a libertação de Satoshi Nakamura, informando que ela aconteceu neste sábado, no final do dia.

"Nós confirmamos sua libertação, e ele declarou aos responsáveis de nossa embaixada no Irã que está em boa saúde", comentou um porta-voz do Ministério japonês das Relações Exteriores.

O estudante foi levado por bandidos armados em Bam, na província de Kerman, onde fazia turismo. Em seguida, foi transferido para a província vizinha do Sistão-Baluquistão (sudeste), na fronteira com o Paquistão.

Ejeie reafirmou a versão das autoridades iranianas, segundo a qual o objetivo dos seqüestradores era trocá-lo por um de seus homens, detidos pelas autoridades.

Pouco depois do seqüestro, uma fonte dos serviços de segurança havia acusado um criminoso conhecido como "Shah-Bakhsh".

Segundo as mesmas fontes, "o estudante teria sido seqüestrado para ser trocado pelo filho de Shah-Bakhsh que pertence a seu grupo de bandidos e que foi preso recentemente".

hif-pcl/cl/fp/tt

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