Libertada na França ex-militante das Brigadas Vermelhas

A justiça francesa autorizou nesta terça-feira a libertação sob controle judiciário, por motivos de saúde, da ex-integrante das Brigadas Vermelhas italianas Marina Petrella, pedida em extradição por seu país.

AFP |

Marina Petrella, de 54 anos, foi condenada em 1992, na Itália, à prisão perpétua por ter assassinado um delegado de polícia e ferido gravemente seu chofer, em Roma em 1981, assim como pelo seqüestro de um magistrado, roubo a mão armada e atentados.

Petrella, assim como outros ex-militantes da extrema esquerda italianos, refugiaram-se na França e viveram tranqüilamente no país, em virtude da "doutrina Mitterrand", que vem do nome do ex-presidente socialista François Mitterrand, que lhes concedeu asilo desde que abandonassem a violência.

Mãe de duas filhas, Marina Petrella vivia na França desde o início da década de 90 e tinha um emprego estável. Havia sido detida em agosto de 2007.

A corte de apelações de Versalhes, perto de Paris, decidiu que Petrella terá a obrigação de informar ao Ministério Público sobre seus locais de hospitalização e de moradia - atualmente no subúrbio parisiense de Argenteuil, assim que deixar o hospital.

Atualmente internada no Sainte-Anne, em Paris, Petrella sofre de "desnutrição" e apresenta graves problemas psicológicos, segundo seus médicos. Ela está sendo alimentada por uma sonda, declarou nesta terça-feira sua advogada, Irène Terrel.

A decisão do Ministério Público não questiona o processo de extradição da ex-brigadista para a Itália.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, declarou no início de julho que pediu a absolvição de Petrella em uma carta enviada ao chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi.

Vários ex-ativistas italianos de extrema-esquerda se refugiaram na França no fim dos anos 70.

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