Libertação do soldado Shalit é fundamental para trégua com Hamas, diz Olmert

A libertação do soldado Gilad Shalit é um fator fundamental para Israel nas negociações sobre uma possível trégua em Gaza, afirmou neste domingo o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert.

AFP |

Esta condição supera, inclusive, os objetivos fixados pelo Estado hebreu durante sua ofensiva contra o grupo radical palestino Hamas na Faixa de Gaza, acrescentou.

"Em primeiro lugar a libertação de Gilad Shalit, em segundo o cessar do contrabando de armas a partir do Egito para a Faixa de Gaza, e, em terceiro, um cessar-fogo total", declarou Olmert enumerando as exigências de Israel durante uma intervenção em Jerusalém ante a conferência de presidentes de organizações judias americanas.

Olmert confirmou assim que a libertação de Shalit, capturado em 2006 por um comando palestino nos confins da Faixa de Gaza, é prioridade nas negociações para uma trégua, nas quais o Egito atua de mediador entre Israel e Hamas.

Anteriormente, Israel exigia apenas "progressos" nas negociações para um intercâmbio de prisioneiros que permitisse libertar o soldado israelense em questão.

Olmert consultou neste domingo as principais autoridades políticas do país sobre um possível acordo de trégua com o Hamas na Faixa de Gaza.

Israel parece ter endurecido a posição nas negociações ao fim de uma semana em que várias lideranças do Hamas fizeram declarações que davam a entender a iminência de um acordo.

Neste domingo, Olmert recebeu em seu gabinete de Jerusalém o ministro da Defesa Ehud Barak, a chanceler Tzipi Livni e o negociador Amos Gilad, segundo uma fonte governamental, que prevê uma decisão rápida, que será apresentada ao gabinete de segurança ainda esta semana.

O premier também tem programada uma reunião com o líder do Likud, principal partido da oposição de direita, Benjamin Netanyahu, favorito para formar o próximo governo após os resultados das eleições legislativas celebradas esta semana.

"O governo deve levar em consideração a nova situação e os resultados eleitorais", explicou Olmert durante a reunião semanal do gabinete em Jerusalém.

Segundo o jornal Maariv, Netanyahu é totalmente contrário a uma trégua com o Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Na quinta-feira passada, a agência egípcia Mena noticiou que o Hamas teria aceitado a proposta do Egito de uma trégua de 18 meses com Israel na Faixa de Gaza, e que a mesma deveria ser ser anunciada em 48 horas.

Só que, em contrapartida, Israel deveria suspender o bloqueio à Faixa de Gaza, deixando livres os seis postos de passagem entre os dois territórios.

O acordo também prevê "a abertura de seis pontos de passagem entre Gaza e Israel e o fim de qualquer atividade militar ou agressão", explicou o dirigente islâmico, que vive no exílio na Síria e coordenou a delegação que participou das negociações no Cairo.

bur-mel/fp/cn

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