Líbano sugere conspiração israelense em atentado contra líderes palestinos

BEIRUTE - O presidente do Líbano, Michel Suleiman, disse nesta terça-feira que o atentado que matou dois líderes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), na segunda-feira, no sul do país pode ter sido obra de uma conspiração israelense.

EFE |

Reuters

Crianças palestinas pegam restos do carro de Kamel Medhat

Segundo a "Rádio Líbano", Suleiman declarou que, pelo momento em que ocorreu, tudo indica que o ataque pode se tratar de uma "conspiração israelense", cujo objetivo seria fomentar divergências entre os palestinos, não só em Gaza e na Cisjordânia, mas também nos campos de refugiados do Líbano.

O líder do Fatah, Kamel Medhat, e o encarregado de Esportes da OLP no Líbano, Akram Daher, morreram nesta segunda-feira, junto com dois seguranças, na explosão de uma bomba na entrada do campo de refugiados de Mieh Mieh, no sul libanês.

Suleiman destacou que o ataque aconteceu justo quando a atividade diplomática árabe se intensificou para alcançar a reconciliação nacional palestina.

Já o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, pediu contenção e reforço nas investigações, que transcorrem em contato permanente com as lideranças palestinas no país.

Um desses líderes, Munir Majda, encarregado do campo de refugiados de Ein el-Hilweh, o maior do Líbano, denunciou a existência de gravações com ameaças a Medhat e à sede diplomática palestina, as quais já se encontram em poder da Justiça libanesa.

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