Líbano rejeita pedido de Olmert para estabelecer relações bilaterais

Beirute - O Líbano rejeitou o pedido do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, para estabelecer relações bilaterais, já que considera que as questões pendentes entre ambos os países devem ser objeto de resoluções internacionais, informa hoje a imprensa libanesa.

EFE |

"As questões bilaterais em suspenso entre o Líbano e Israel são regidas por resoluções internacionais que o Estado judeu deve respeitar obrigatoriamente, especialmente a 425 e a 1701", afirmou o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora.

A resolução 425, aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU em 1978, prevê a retirada total israelense do território libanês, o que inclui as Fazendas de Chebaa, um território disputado por Israel, Síria e Líbano.

Já a resolução 1701 pôs fim ao conflito de 2006 entre Israel e o grupo xiita Hisbolá, ocorrido em território libanês.

Siniora afirmou que o país não vai negociar com o Estado judeu, pois antes "Israel deve retirar-se dos territórios libaneses que ainda ocupa".

"Israel deve respeitar a soberania do Líbano sobre seu território e suas águas, libertar os detidos e fornecer mapas com as minas e as bombas de fragmentação (colocados em território libanês) para que o acordo de armistício (de 1949) volte a entrar em vigor", acrescentou.

Olmert pediu ao Líbano a implementação de negociações para estabelecer relações bilaterais, após o início de conversas indiretas com a Síria, com a mediação com a Turquia.

Em 2006, o responsável israelense convidou Siniora para um encontro "direto" para falar da paz, após o conflito do país com o grupo xiita Hisbolá, mas o primeiro-ministro libanês rejeitou a oferta, e disse que o Líbano "seria o último país árabe" a firmar a paz com Israel.

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