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Líbano refuta alegações israelenses de que resolução da ONU é um fracasso

Beirute, 15 jul (EFE).- O Governo libanês refutou hoje as alegações do ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, no sentido de que a resolução 1.

EFE |

701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim ao conflito de 2006 entre Israel e o Hisbolá, é um "fracasso".

O Executivo libanês anunciou a rejeição em comunicado, no qual afirmou também que a troca de prisioneiros, que acontecerá amanhã entre Israel e o grupo xiita libanês Hisbolá, está estipulada nessa resolução emitida pelo Conselho de Segurança da ONU.

Nessa troca de presos, Israel libertará cinco libaneses, e devolverá os cadáveres de cerca de 210 combatentes dessa milícia xiita, em troca de dois soldados israelenses capturados pelo Hisbolá.

Além disso, o Governo libanês pediu que a comunidade internacional pressione Israel para que entregue os mapas das áreas onde enterrou minas e lançou bombas de fragmentação no conflito de 2006, já que "continuam causando morte entre os civis (libaneses)".

Também pediu que intervenha diante de Israel para o fim das agressões israelenses contra a soberania do país, e saia do norte da aldeia de Ghajar, dividida em duas pela linha azul, fixada pela ONU, e cuja parte libanesa foi ocupada pelo Estado judeu em 2006.

O comunicado pede, além disso, que Israel retire suas tropas das Fazendas de Chebaa e de um setor de Kfar Chuba, localizadas na fronteira do Líbano com Israel.

Por último, o Governo ressaltou que a resolução 1.701 representa uma "clara condenação a Israel, porque viola as disposições internacionais, não as reconhece e só compreende a linguagem da violência".

Além disso, a imprensa local informou hoje que o presidente do Líbano, Michel Suleiman, declarou no avião que o trazia hoje a Beirute de Paris, onde participou da Cúpula da União pelo Mediterrâneo (UPM), que presidirá a delegação oficial que receberá amanhã os cinco libaneses e os restos mortais dos combatentes do Hisbolá. EFE ks/an

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