Líbano reclama à ONU de redes de espionagem para Israel

Beirute, 21 mai (EFE).- O Governo do Líbano apresentou à ONU uma reclamação formal por causa das redes de espionagem descobertas recentemente em seu país e que trabalhariam a serviço de Israel.

EFE |

Em comunicado emitido hoje, o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, confirmou que seu país "apresentou uma queixa à ONU contra Israel após a descoberta e desmantelamento de redes que trabalham para o Mossad (serviço de inteligência israelense)".

O Governo libanês pediu a sua delegação na sede da ONU, em Nova York, a tramitação desta queixa contra Israel, argumentando que estas redes representam "uma violação de sua soberania nacional" e da resolução 1.701.

Nas últimas semanas, mais de 20 pessoas foram detidas sob a acusação de formar estas redes de espionagem, entre as quais se encontra um ex-general aposentado da segurança nacional e sua esposa.

Há dois dias, veio à tona a informação de que dois libaneses conseguiram fugir a Israel antes de serem descobertos pela Polícia.

O Governo libanês pediu também ao comando da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) ajuda para a devolução dos dois libaneses que fugiram na segunda-feira a Israel.

"Esperamos poder continuar desmantelando novas redes. A cada dia, há algo novo", confirmaram à Agência Efe fontes do Exército libanês, que acrescentaram que já há "dezenas" de detidos.

Esta fonte não quis fazer comentários sobre a informação surgida hoje na imprensa libanesa indicando que um dos espiões tinha a missão de localizar a casa do líder do Hisbolá, Hassan Nasrallah.

O detido Nasser Nader é considerado como "provavelmente o maior 'peixe'", segundo a Polícia libanesa, e segundo o jornal "L'Orient-Le Jour", sua incumbência era indicar alvos à aviação israelense nos bairros de Beirute considerados redutos do Hisbolá.

Segundo a imprensa libanesa, Nader pediu inclusive, mas sem sucesso, uma reunião pessoal com o líder do partido político xiita.

EFE ks-jrg/an

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