Líbano promete total colaboração com tribunal do caso Hariri

Beirute, 26 fev (EFE).- O Governo do Líbano se comprometeu hoje a uma total colaboração com o tribunal internacional que julgará os assassinos do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri e disse que confia na justiça de sua decisão.

EFE |

"A autoridade judicial libanesa decidiu entregar ao tribunal todos os documentos em seu poder relacionados ao caso de Hariri e as pessoas detidas", disse hoje, em entrevista coletiva, o ministro da Justiça, Ibrahim Najjar.

Pelo assassinato de Hariri, em 14 de fevereiro de 2005, estão detidos quatro generais libaneses. O ex-primeiro-ministro morreu em um atentado com carro-bomba que deixou 22 mortos, entre eles o deputado e ex-ministro Bassel Fleihan.

As declarações do ministro da Justiça ocorrem às vésperas de que seja instalado em Haia, no próximo domingo, o tribunal que julgará este crime, que comoveu a vida política do país.

"É a primeira vez em nossa história, após uma série de crimes impunes, que o sistema judiciário libanês privilegia uma entidade não nacional", disse Najjar, em suas declarações.

"Não permitiremos a lugar algum que interfira nas decisões da justiça, já que respeitamos sua independência", acrescentou.

Najjar insistiu em que o futuro do Líbano depende "da batalha que for travada frente ao crime", um fenômeno que "coloca em perigo a paz regional e internacional".

"O Líbano inteiro, suas comunidades e facções, confiam nos trabalhos do tribunal, cuja criação foi decidida pela Secretaria-Geral e pelo Conselho de Segurança da ONU", lembrou Najjar. EFE ks/an

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