Autoridades libanesas anunciaram ter prendido, no domingo, cinco palestinos e um jordaniano acusados de serem os responsáveis pelo ataque com foguetes Katyushas contra o norte de Israel na semana passada. As forças de segurança libanesas negaram que os presos eram membros do grupo Hamas, que trava uma guerra com Israel na Faixa de Gaza.


Setores da imprensa israelense haviam especulado que os autores seriam membros do grupo palestino. As autoridades não deram mais detalhes sobre a qual grupo palestino pertenciam os presos e onde foram presos.

Um dia após o ataque, a imprensa local especulou que a facção Frente Popular para a Libertação da Palestina - Comando Geral (FPLP-CG), do líder Ahmad Jibril, poderia estar por trás do incidente. Jibril não confirmou nem negou a autoria do ataque.

O governo libanês disse que recebeu um relatório das forças de paz da ONU no Líbano (Unifil) que diz que os militantes que dispararam os foguetes teriam um "alto nível de profissionalismo".

As facções palestinas, como o Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, e o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, estão presentes nos vários campos de refugiados no Líbano.

Alguns destes campos vivem em constante estado de nervosismo e com confrontos armados entre as facções rivais.

Tensão

O Líbano vive um momento de tensão pelo medo de ser arrastado para uma nova guerra contra Israel. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, já havia advertido que qualquer ataque contra Israel vindo do vizinho do norte sofreria uma retaliação.

O ataque com os cinco foguetes atingiu a região da cidade israelense de Nahariya, deixando uma pessoa ferida e causando pânico.

O Exército de Israel retaliou com um breve fogo de artilharia, atingindo os arredores das cidades libanesas de Dhaira e Tair Harfa, sem deixar vítimas.

Libaneses primeiramente desconfiaram que o Hezbollah pudesse ter lançado o ataque. Mas o grupo negou, dizendo que não estava interessado em abrir uma nova frente contra o Estado judaico.

Seu líder, Hassan Nasrallah, demonstrou apoio ao Hamas desde o primeiro dia do conflito e também ameaçou Israel caso este atacasse o Líbano.

Políticos opositores ao grupo xiita vêm alertando sobre a possibilidade de uma nova guerra. Em 2006, o conflito entre Israel e Hezbollah deixou 1,2 mil libaneses mortos, a maioria civis, e 160 israelenses, a maioria militares.

Foguetes

Na sexta-feira, o Exército libanês e tropas da Unifil descobriram caixas de foguetes Katyusha e outros armamentos perto dos vilarejos de Kfar Shouba e Kfar Hammam, perto da fronteira com Israel.

O exército libanês declarou que suas tropas e da Unifil encontraram um lançador de foguetes, junto com armamentos. Um comunicado oficial da Unifil disse que "as forças de paz em conjunto com tropas do exército libanês encontraram armas e dois abrigos que possivelmente eram da guerra de 2006".

No domingo, a Unifil declarou ter prendido dois libaneses suspeitos de planejar um ataque às suas tropas com explosivos em uma de suas bases na cidade de Tibnin, no sul do país.

O contingente italiano da Unifil declarou que os dois suspeitos foram entregues ao Exército libanês. As tropas da ONU no Líbano estão em estado de alerta máximo desde que Israel iniciou sua ofensiva na Faixa de Gaza, no dia 27 de dezembro.

17º dia de ataques

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