Líbano forma governo de união nacional

Um governo de união nacional de 30 membros foi formado nesta sexta-feira no Líbano após a resolução dos problemas envolvendo a distribuição das pastas entre a maioria e a oposição, anunciou o secretário-geral do Conselho dos ministros, Suheil Buji.

AFP |

O governo foi anunciado por um decreto assinado pelo presidente Michel Sleimane e pelo primeiro-ministro Fouad Siniora.

Buji começou anunciando a demissão do governo que dirigia o país desde 2005. Ele leu em seguida a lista dos 30 membros do novo governo.

Siniora nomeou Mohamed Feneich, membro do movimento radical xiita Hezbollah, da oposição, para o cargo de ministro do Trabalho. Trata-se da segunda vez que o Hezbollah participa do governo. A primeira vez foi em 2005.

"O governo de união nacional é o governo de todos os libaneses", declarou Siniora depois do anúncio do decreto.

Ele afirmou que este governo terá "duas tarefas fundamentais: restaurar a confiança nas instituições políticas e no sistema político libanês e promover a moderação".

"É claro que nossas divergências não serão eliminadas de um dia para o outro, mas o mais importante é a forma como vamos tratar essas diferenças: aceitando o outro ou recorrendo às armas e à violência", declarou Siniora.

"Decidimos eliminar nossas divergências", afirmou.

O primeiro-ministro havia iniciado as discussões com os principais líderes políticos do país para formar este governo de união no fim de maio.

Dezesseis pastas deste governo foram atribuídas à maioria anti-síria, 11 à oposição apoiada por Damasco e Teerã e outras três a pessoas nomeadas pelo chefe de Estado.

Mais cedo nesta sexta-feira, o chefe da maioria parlamentar, Saad Hariri, havia declarado que um dos últimos obstáculos à formação do gabinete de união tinha sido superado.

"Pedi ao primeiro-ministro que aceitasse a designação de Ali Kanso" para o comando de um dos ministérios, afirmou Hariri à imprensa após uma reunião com Siniora.

Ali Kanso é o ex-presidente do Partido Sírio Nacional Social (PSNS), e tem o apoio do Hezbollah.

A maioria se recusava a nomear Kanso devido ao papel desempenhado por seu partido na onda de violência que deixou 65 mortos e quase 200 feridos em todo o país no início de maio.

O acordo de Doha, assinado em 21 de maio pelos representantes da maioria e da oposição, permitiu a eleição do general Michel Sleimane à presidência da República, depois de 18 meses de paralisia institucional.

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