Líbano: enfrentamentos sangrentos mobilizam o exércio em Trípoli

Blindados do exército tomaram neste sábado as ruas de Trípoli, a metrópole do norte do Líbano, para restabelecer a ordem após os enfrentamentos entre comunidades muçulmanas, que deixaram nove mortos em dois dias.

AFP |

Um homem foi morto e outro não resistiu aos seus ferimentos, neste sábado, elevando a nove o número de vítimas das violências na cidade entre combatentes das comunidades sunitas e alauítas, declarou à AFP um responsável dos serviços de segurança, sob anonimato.

Dezenas de veículos blindados patrulham as zonas dos enfrentamentos nos bairros sunita de Bab al-Tebbaneh, um reduto da maioria anti-síria, e alauíta de Jabal Mohsen, onde os moradores apóiam em sua maioria a oposição dirigida pelo Hezbollah xiita, acrescentou o responsável.

"O exército enviou reforços às zonas de enfrentamentos para garantir o cessar-fogo e seu comandante prometeu responder com firmeza a qualquer violação", disse o deputado sunita Mohammed Abdel Latif Kabbara.

A calma foi restabelecida, mas membros da comunidade sunita bloquearam uma estrada de acesso à Síria para protestar contra a detenção de dois de seus membros durante os atos de violências, segundo um responsável da AFP.

Os sunitas e os alauítas se enfrentaram com tiroteios intensos e contínuos de fuzis automáticos e foguetes na madrugada de sexta-feira para sábado.

Os combates foram intensificados apesar de dois cessar-fogos anunciados sexta-feira.

Sete pessoas, entre elas um menino de dez anos e duas mulheres, foram mortos na sexta-feira. Cerca de 50 pessoas foram feridas, segundo o responsável da segurança.

"O exército trabalha para levar uma verdadeira calma ao norte", disse um responsável militar, destacando no entanto que isto dependerá da conclusão de um acordo entre dirigentes políticos e religiosos locais.

"O exército agirá com firmeza com quem violar o acordo", acrescentou.

O ministro do Interior, Ziad Baroud, e o diretor-geral das Forças de Segurança interna (FSI), o coronel Achraf Rifi, foram a Trípoli na noite de sexta-feira.

As lojas foram fechadas neste sábado e inúmeras famílias se refugiaram nas escolas.

Estas novas vítimas elevam para 23 o número de pessoas mortas desde o início das violências entre as duas comunidades em junho em Trípoli.

A situação estava tranqüila após a formação de um governo de união nacional em 11 de julho, quando a oposição liderada pelo Hezbollah e apoiada pela Síria e o Irã, obteve uma minoria de bloqueio.

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