Líbano e Síria discutem espinhosas questões de fronteiras e desaparecidos

Beirute e Damasco colocaram nesta quinta-feira sobre a mesa as delicadas questões relativas à demarcação de suas fronteiras e ao destino dos desaparecidos durante a guerra civil libanesa, no último dia de uma significativa visita à Síria do presidente do Líbano, Michel Suleiman.

AFP |

Suleiman e seu colega sírio, Bachar al-Assad, decidiram na quarta-feira estabelecer por completo relações diplomáticas, pela primeira vez desde sua independência, há mais de 60 anos.

Nesta quinta-feira, "ambos os presidentes voltarão a se reunir para discutir sobre as fronteiras e os desaparecidos", anunciou um oficial, que pediu para sua identidade não ser revelada.

A fronteira entre ambos os países está delimitada apenas em alguns lugares, em particular nas Fazendas de Shebaa, uma região rica em recursos aqüíferos localizada entre o sudeste do Líbano, o sudoeste da Síria e o norte de Israel.

Paralelamente, Suleiman e Assad se centrarão na polêmica questão das centenas de libaneses desaparecidos em seu país durante a guerra civil de 1975-1990.

Grupos de defesa dos Direitos Humanos consideram que 650 pessoas desaparecidas durante o conflito estão detidas na Síria.

Suleiman é o primeiro presidente libanês a visitar Damasco desde que a Síria retirou suas tropas do Líbano em abril de 2005, pondo fim a quase três décadas de domínio militar na nação "irmã".

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