Lentidão em investigação de agressão a repórter gera protestos no Chile

Santiago do Chile, 5 jul (EFE).- A associação Unión de Reporteros Gráficos y Camarógrafos do Chile protestou hoje em Santiago contra a falta de avanço na investigação de uma agressão contra o fotógrafo da Agência Efe Víctor Salas, por parte de um agente a cavalo das forças especiais dos Carabineiros (polícia militar chilena).

EFE |

A manifestação, que teve início na Praça da Constituição, em frente à sede do Governo, se transferiu depois para os arredores do Palácio Círculo Espanhol, onde se realizava um ato da Junta Nacional do Partido Democrata Cristão.

No local, mais de 50 repórteres fotográficos protestaram contra o Governo e os Carabineiros.

Na ocasião, o porta-voz do Governo chileno, Francisco Vidal se comprometeu a receber, na próxima segunda-feira, os representantes da associação para discutir e analisar o avanço da investigação.

"A prioridade do Governo é que isto não volte a ocorrer. Não pode voltar a ocorrer", afirmou Vidal aos jornalistas, ao ressaltar que a "manifestação se expressou com responsabilidade".

"É uma manifestação justa, basta ver as fotos. É preciso buscar o responsável", afirmou Vidal.

O fotógrafo Víctor Salas, Prêmio Nacional de Fotografia 2007 na categoria Imprensa, foi agredido em 21 de maio com um golpe de cassetete no olho direito por parte de um policial montado, quando fotografava protestos na cidade de Valparaíso, por ocasião da apresentação no Congresso do relatório anual da presidente Michelle Bachelet.

Na última terça-feira, a associação de fotojornalistas apresentou à Promotoria Militar de Valparaíso uma denúncia por "violência desnecessária" por parte do agente policial. EFE pg/rb/gs

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