Londres, 21 set (EFE) - Amigos e sócios do artista britânico Damien Hirst contribuíram com lances elevados para o sucesso de um recente leilão de obras dele na casa de leilões Sothebys, informou hoje o jornal The Sunday Times. Entre os que deram lances pelas 223 obras oferecidas ao melhor lance estava seu amigo Jay Jopling, dono da galeria de vanguarda White Cube, de Londres, que comprou obras de mais de nove milhões de euros no leilão. Segundo o jornal, três sócios de Hirst deram lance ou compraram obras por aproximadamente metade dos 89 milhões de euros vendidos no primeiro dia do leilão. Os preços elevados conseguidos no primeiro dia marcaram o tom do segundo, o que permitiu que o total superasse os 140 milhões de euros. Hirst disse antes do leilão que sua decisão de ir diretamente à Sothebys e não passar por uma galeria era uma tentativa de se livrar dos marchands (negociantes que compram ou vendem obras de arte). Segundo o Sunday Times, há rumores de que apenas devido aos lances dos marchands e de seus sócios Hirst conseguiu êxito nas vendas em um dia em que os mercados financeiros estavam em baixa. Um grande colecionador que não quis se identificar declarou ao jornal que Damien Hirst é uma indústria e um mercado manipulado com grande habilidade. Muita gente tinha o máximo de interesse em que o leilão fosse um sucesso.

As casas de leilões não revelam os nomes das pessoas que oferecem lances pelas obras, e muitas delas fazem isso por telefone ou por intermédio de agentes. EFE jr/fh/db

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