Lei que suscitou crise no Equador pode entrar em vigor amanhã

A diminuição de incentivos a policiais prevista na legislação foi o motivo dos protestos que acabaram com mortes na semana passada

EFE |

A lei que gerou protestos de centenas de policiais na quinta-feira no Equador pode entrar em vigor, amanhã, quando vence o prazo para que a Assembleia se pronuncie a respeito. A legislação cortaria privilégios.

Nem todos os vetos à lei enviados pelo Executivo foram resolvidos pelo Legislativo, dessa forma, vencendo o prazo para o pronunciamento, a lei entraria, automaticamente, em vigor amanhã. Entre os pontos da polêmica lei figura a eliminação de incentivos, como bônus ou algum tipo de prêmio, no setor público, que inclui os policiais e os militares.

Foi essa a situação que provocou, na quinta-feira passada, a detenção do presidente Rafael Correa, durante protesto de centenas de policiais em um regimento de Quito, onde o chefe de Estado tentava explicar os benefícios da lei. A situação se exacerbou, houve insultos e gás lacrimogêneo.

Correa foi para o hospital da Polícia para ser atendido, mas ficou apreendido por mais de nove horas e foi libertado em uma operação das forças de elite da Polícia, leais ao Governo, e das Forças Armadas. O governante explicou, no sábado, em seu relatório semanal de trabalhos, que sua Administração melhorou mais que nenhuma outra os salários e condições de trabalho das forças de ordem e que a lei será aplicada em todo o setor público.

O Ministério da Saúde informou que, pelo menos, oito pessoas morerram e dezenas ficaram feridas nos protestos que derivou em uma crise interpretada pelo Governo como uma tentativa de golpe de Estado.

Correa chegou a aventar a hipótese de dissolver o Congresso e convocar eleições antecipadas, mas neste domingo a ministra para a Política, Doris Solís, disse que ele desistiu da ideia.

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