Madri, 8 mar (EFE).- A aprovação há dois anos da Lei de Igualdade na Espanha teve um tímido efeito nos Conselhos de Administração das grandes empresas, já que as mulheres que compartilham trabalhos com os 500 conselheiros homens das companhias do índice Ibex-35 da Bolsa de Madri passou apenas de 26 para 35 neste período.

Em 2008, a representação das mulheres não superava 6%, frente ao 6,9% deste, o que representa um ligeiro aumento de quase 1 ponto, segundo dados obtidos no site da Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), o órgão supervisor do mercado financeiro na Espanha.

A Lei de Igualdade, em vigor desde 15 de março de 2007, estabelece um prazo de oito anos para que as empresas mais importantes incluam em seus Conselhos de Administração um número de mulheres que permita alcançar uma presença equilibrada de ambos os sexos, por isso não deve haver mais de 60% nem menos de 40% de cada um.

De qualquer forma, estes órgãos levam tempo para renovar seus postos de confiança, geralmente a cada três ou quatro anos.

Apesar dos dados refletirem que as empresas espanholas estão muito longe de alcançar esta porcentagem, a presidente da Associação de Mulheres Juristas Themis, Altamira Gonzalo, disse confiar em que o objetivo seja alcançado em 2015.

Gonzalo disse à Agência Efe que o empresariado espanhol aposta na igualdade e que a alta qualificação das espanholas mostra que estão preparadas e interessadas em tomar decisões importantes dentro dos órgãos de poder econômicos.

"Já é hora de se reconheçam às mulheres o lugar que por direito próprio as corresponde na sociedade", afirmou.

Segundo ela, a baixa representação feminina nos meios empresariais se deve a uma luta de interesses, na qual, "para que se sente uma mulher em um Conselho de Administração, é preciso levantar um homem, e esse grau de generosidade não existe". EFE icd-msr/an

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