Legistas identificam 24 dos 96 mortos na catástrofe aérea na Rússia

Moscou, 11 abr (EFE).- Especialistas russos e poloneses identificaram os primeiros 24 corpos das 96 vítimas da catástrofe aérea na qual morreu o presidente da Polônia, Lech Kaczynski, informou neste domingo o Comitê de Investigação Promotoria russa.

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"São passageiros cujos corpos ficaram menos danificados e aqueles em que encontramos documentos", disse o chefe adjunto do Comitê, Vasily Piskarev, à agência "Interfax".

O avião caiu no sábado perto da cidade russa de Smolensk e os corpos da maioria das vítimas foram transferidos ontem à noite para Moscou.

Os restos mortais do presidente polonês foram identificados em Smolensk por seu irmão gêmeo, Jaroslaw Kaczynski, e repatriados hoje mesmo em um avião que está a caminho da Varsóvia, após uma cerimônia fúnebre de despedida com honras militares na presença do primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin.

Piskarev indicou que muitos dos corpos "estão desfigurados, devido às graves lesões provocadas pelos acidentes aéreos", mas afirmou que "os trabalhos continuam" e que "os restos de todas as vítimas serão identificados".

Explicou que "há muitos fragmentos de corpos, por isso que será necessário fazer testes comparativos de DNA com os familiares das vítimas", que já começaram a chegar a Moscou.

Acrescentou que os especialistas russos realizaram as primeiras identificações junto de representantes da embaixada da Polônia.

Nas próximas horas, médicos legistas poloneses chegarão à capital russa para se somar aos trabalhos.

O processo de identificação está ocorrendo no departamento legista central de Moscou, onde atualmente trabalham 45 analistas mais uma equipe de 37 juízes de instrução.

A Prefeitura da capital russa reservou 450 vagas em hotéis e meios de transporte para os familiares das vítimas, e formou equipes de tradutores e de especialistas para atender os que precisem de assistência médica ou psicológica.

A Polônia também enviou a Moscou, além de legistas, uma delegação liderada por dois ministros poloneses que vai coordenar um serviço de atendimento aos familiares das vítimas. EFE se-nt/dm

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