Paris, 4 abr (EFE).- O plano de reestruturação apresentado hoje pela direção do grupo de imprensa francês Le Monde prevê a redução de 130 empregos, dois terços deles na redação e seus suplementos, que deverão gerar economias de 15 milhões de euros para o grupo nos próximos dois anos.

O plano para o período 2008-2010, que vem depois do prejuízo de mais de 15 milhões de euros, em 2007, foi exposto hoje ao conselho e foi submetido à consulta dos sindicatos.

O objetivo do grupo com as mudanças é restabelecer o "equilíbrio financeiro global até 2009, ter um resultado positivo 'significativo' em 2010 e alcançar nesse ano o equilíbrio do pólo de imprensa diária nacional", precisou a direção em comunicado.

Alcançar essa meta passa por economias de custos estruturais de "pelo menos 15 milhões de euros em dois anos", diz a nota do presidente do grupo de "Le Monde", Eric Fottorino, e o vice-presidente, David Guiraud.

Os executivos indicaram que a supressão de 130 postos será feita por meio de um plano de demissões voluntárias ("submetido à aceitação da direção"), e outro de demissões obrigatórias.

Além disso, se prevê o fim das entidades qualificadas como deficitárias ou não estratégicas, entre elas: Fleurus Presse, Editions de l'Etoile, Danser, La Procure -, das que "como acionistas não podemos acompanhar corretamente seu saneamento ou desenvolvimento", precisaram.

Haverá também uma "modernização" dos sistemas (redação, gestão, subscrições) a fim de racionalizar os custos e simplificar as estruturas, e as implantações imobiliárias serão revistas, diz o comunicado.

A direção acrescentou que também revisará a oferta editorial do diário e de seus suplementos, com a intenção de expandir seu público.

A intersindical denunciou a severidade sem precedentes em Le Monde das medidas planejadas e advertiu que "mais de um de cada cinco assalariados está ameaçado de despedido".

A próxima semana está convocada uma reunião extraordinária do comitê de empresa.

O grupo, que já passou por um plano de redução de funcionários há dois anos, tem como um de seus acionistas o grupo espanhol Prisa, responsável pela edição do "El País", e o francês Lagardère. EFE al/fb

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