Lavrov pede que Geórgia assine pacto de não agressão com separatistas

Moscou, 12 ago (EFE).- O ministro de Exteriores russo, Serguei Lavrov, pediu hoje à Geórgia para assinar um pacto de não agressão com as regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, como única saída para o conflito.

EFE |

"Durante meses, anos, a Rússia tentou insistentemente conseguir a assinatura de um pacto de não agressão entre Geórgia e Ossétia, entre Geórgia e Abkházia", assinalou Lavrov, em entrevista coletiva, depois de se reunir com o presidente rotativo da Osce, Alexander Stubb, chefe da diplomacia finlandesa.

Lavrov acusou as chancelarias ocidentais de "não fazerem nada" para persuadir Tbilisi a assinar tal documento jurídico vinculativo.

"Agora, sem esse documento, tenho certeza de que simplesmente não podemos seguir", afirmou.

Além disso, assegurou que as tropas de paz georgianas não devem retornar à Ossétia do Sul, já que "cometeram o crime de disparar contra seus companheiros, com os quais serviam no contingente pacificador".

Lavrov pediu que as tropas georgianas se retirem da fronteira com a Ossétia, de modo a impedir que voltem a atacar essa região separatista.

"É preciso fazer com que vão embora de lá, de onde dispararam contra a Ossétia do Sul", disse.

O ministro russo mencionou a cidade georgiana de Gori como um dos pontos de onde foi lançada a ofensiva militar contra o território da Ossétia do Sul.

A Rússia, assinalou, deseja que o Conselho de Segurança da ONU aprove uma resolução que estipule a "imediata" assinatura de um pacto de não agressão e a retirada das tropas georgianas das zonas de onde foi atacada a Ossétia do Sul.

Quanto à possibilidade de abrir negociações com a Geórgia, Lavrov ressaltou que a Rússia perdeu toda confiança nas "atuais autoridades georgianas".

Nas próximas horas, também chegará a Moscou o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que se reunirá no Kremlin com o líder russo, Dmitri Medvedev.

Sarkozy, que interrompeu suas férias, tentará convencer seu homólogo russo da necessidade de uma trégua imediata. EFE io/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG