Laura Bush realiza visita surpresa ao Afeganistão

A primeira-dama dos Estados Unidos, Laura Bush, chegou neste domingo de surpresa a Cabul para reafirmar o compromisso de Washington com o Afeganistão, poucos dias antes de uma conferência internacional em Paris sobre o desenvolvimento e a reconstrução desse país.

AFP |

"Essa semana estarei na conferência em Paris e queria realmente aproveitar essa ocasião para ver como a situação havia evoluído desde a minha última visita", explicou a esposa do presidente George W. Bush.

"Essa é minha terceira visita ao Afeganistão e é um prazer estar aqui", acrescentou a primeira-dama, acompanhada do presidente afegão Hamid Karzai, que a apresentou como uma "grande amiga do Afeganistão" e destacou seu compromisso junto às mulheres afegãs.

Laura Bush, de 60 anos, aproveitou sua presença no país para anunciar que os Estados Unidos irão mobilizar uma ajuda de 80 milhões de dólares para projetos educativos no Afeganistão.

"Tenho o prazer de anunciar que a USAID (Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional) continuará apoiando a Universidade americana no Afeganistão, com mais 40 milhões de dólares para os próximos cinco anos", afirmou.

"Também vamos apoiar o centro nacional para alfabetização com 40 milhões de dólares em cinco anos", acrescentou a esposa do presidente americano.

A nova visita ocorre quatro dias antes da realização, em Paris, da Conferência Internacional sobre o Afeganistão, na qual o governo de Cabul irá apresentar aos países um plano de desenvolvimento e reconstrução no valor de 50,1 bilhões de dólares.

"Vamos para a Conferência de Paris com uma avaliação muito realista dos progressos realizados nos últimos anos e dos desafios que teremos no futuro. Voltaremos com uma ajuda significativa da comunidade internacional", afirmou Karzai.

Na véspera da visita de Laura Bush ao Afeganistão, o jornal americano New York Times assinalou a frustração da administração Bush diante da incapacidade de Karzai de resolver os problemas do Afeganistão, principalmente em relação à corrupção e o tráfico de drogas.

Cerca de 93% do ópio mundial é produzido no Afeganistão, segundo a ONU, com um rendimento de 4 bilhões de dólares ao ano.

Os talibãs usam parte desse dinheiro para financiar sua insurreição.

Em 2007, a violência causou a morte de 8.000 pessoas, 1.500 delas civis.

bur-th,/fb/ap

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