Laura Bush pede a Mianmar que aceite ajuda dos EUA para vítimas de ciclone

Washington, 5 mai (EFE).- A primeira-dama dos Estados Unidos, Laura Bush, pediu hoje à Junta Militar de Mianmar para aceitar rapidamente o envio da equipe de resposta a desastres que o Governo americano ofereceu ao regime, assim como outras ofertas da comunidade internacional para ajudar as vítimas do ciclone tropical Nargis.

EFE |

Em um incomum comparecimento à imprensa na Casa Branca, a esposa do presidente americano, George W. Bush, declarou que os EUA estão preparados para fornecer ajuda por meio da equipe de resposta a desastres e com a provisão de produtos de primeira necessidade, assim que o Governo birmanês autorizar.

Os EUA precisam desdobrar nas zonas devastadas a equipe de assistência e resposta a desastres para eles possam avaliar o dano causado pelo ciclone - que causou por enquanto cerca de 4.000 mortos e 3.000 desaparecidos em sua passagem pelo sul de Mianmar - e determinar assim o que se deve fazer e com que meios.

A equipe de emergência está pronta para viajar a Mianmar e está à espera de um sinal de autorização da Junta Militar, que aparentemente rejeita a assistência direta dos EUA, que impôs fortes sanções econômicas a familiares, empresas e indivíduos vinculados ao regime birmanês.

"O Governo de Mianmar deveria aceitar esta equipe rapidamente, da mesma forma que outras ofertas de ajuda internacional", disse Laura Bush.

Os EUA, por meio de sua embaixada em Mianmar, autorizaram uma primeira ajuda de US$ 250 mil para prestar assistência às vítimas do ciclone, que será enviada pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU e outras organizações sem fins lucrativos.

A primeira-dama explicou que esse montante representa uma primeira contribuição e assegurou que se a equipe de emergência conseguir entrar no país e avaliar os danos, "seguramente haverá uma contribuição maior", embora não tenha detalhado a quantidade.

Durante seu comparecimento, Laura Bush criticou o regime militar birmanês, ao afirmar que os meios estatais "falharam" na hora de emitir um alerta aos cidadãos.

"A questão do ciclone é somente o último exemplo do fracasso da Junta de satisfazer as necessidades básicas de sua gente", assinalou Laura Bush.

"É preocupante que muitos birmaneses tenham ficado sabendo sobre o iminente desastre apenas quando meio de comunicação estrangeiros deram o alerta", criticou.

Laura Bush se ocupou há algum tempo da situação dos direitos humanos em Mianmar, que lhe despertou o interesse quando leu os trabalhos da líder opositora e Nobel da Paz de 1991, Aung San Suu Kyi, que está sob prisão domiciliar desde 2003.

A primeira-dama anunciou hoje que seu esposo assinará na quinta-feira a medida que autoriza o Congresso a entregar a Medalha de Ouro - mais alta distinção para uma pessoa civil - a Aung San Suu Kyi, o que poderia aumentar ainda mais as tensões entre os EUA e a Junta birmanesa.

A primeira-dama americana criticou, além disso, o referendo constitucional que a Junta Militar de Mianmar convocou para 10 de maio, observando que a consulta foi organizada para dar uma "falsa legitimidade" ao regime.

Neste sentido, destacou que a proposta de Constituição foi elaborada em um processo "truncado" que excluiu a oposição e alguns dos grupos étnicos chave. EFE cai/fb

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